UNE, UNE..

Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua - Sérgio Sampaio
há quem diga que eu dormi de touca
que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
que eu caí do galho e que não vi saída
que eu morri de medo quando o pau quebrou
há quem diga que eu não sei de nada
que eu não sou de nada e não peço desculpas
que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
e que Durango Kid quase me pegou
eu quero é botar meu bloco na rua
brincar, botar pra gemer
eu quero é botar meu bloco na rua
gingar, pra dar e vender
eu, por mim, queria isso e aquilo
um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
é disso que eu preciso ou não é nada disso
eu quero é todo mundo nesse carnaval...
eu quero é botar meu bloco na rua
brincar, botar pra gemer
eu quero é botar meu bloco na rua
gingar, pra dar e vender
Citações: Schopenhauer
Arthur Schopenhauer (1788- 1860) Filósofo alemão do século XIX.
'Quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência'
'Por sabedoria entendo a arte de tornar a vida mais agradável e feliz possível.'
'Quando ouço música, a minha imaginação compara-se muitas vezes com o pensamento de que a vida de todos os homens e a minha própria vida não são mais do que sonhos de um espírito eterno, bons e maus sonhos, de que cada morte é o despertar.'
'A morte é propriamente o gênio inspirar, ou a musa da filosofia, e por isso Sócrates a definiu como 'preparação para a morte'. Sem a morte, seria mesmo difícil que se tivesse filosofado.'
'O que a história conta não passa do longo sonho, do pesadelo espesso e confuso da humanidade.'
'A felicidade não passa de um sonho, e a dor é real... Há oitenta anos que o sinto. Quanto a isso, não posso fazer outra coisa senão me resignar, e dizer que as moscas nasceram para serem comidas pelas aranhas e os homens para serem devorados pelo pesar.'
'A modéstia é a humildade de um hipócrita que pede perdão por seus méritos aos que não têm nenhum.'
'O bom humor é a única qualidade divina do homem'
'O que um indivíduo pode ser para o outro, não significa grande coisa, no fim cada qual acaba só. Ser feliz, diz Aristóteles, é bastar-se a si mesmo.'
'A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais.'
'Um bom cozinheiro pode dar gosto até a uma velha sola de sapato; da mesma maneira, um bom escritor pode tornar interessante mesmo o assunto mais árido.'
'O amor é como os fantasmas de que todos falam, mas que ninguém viu'

'O destino embaralha as cartas, e nós jogamos'
'Em geral, chamamos de destino as asneiras que cometemos'

Viver, fluir. Por um acaso estou certo que o acaso não existe. Digo, desmistificando, não no sentido de desacreditar ou inviabilizar expectativas de quem crê no destino, mas, ao contrário, para abrir possibilidades e tornar o mito mais próximo e comum. O destino é só uma desculpa para justificar ou iluminar certos encontros ou desencontros. Encontros e desencontros são passíveis de serem ouvidos pois emocionam, portanto notáveis o suficiente para serem comentados e produzirem o resultado esperado. Ao acaso tudo se passa por natural mas os caminhos, não são nada naturais, são parte da cultura. Quem escolhe passar por onde, quando e como? Assim como escolho estas palavras para escrever. Assim como escolho outra infinidade de palavras para não escrever ou apagar. Quem conta um conto é o dono do volante da história, fala de pessoas e magias, encontros e desencontros e não diz sobre as formigas que atravessam a estrada no sentido inverso: o transversal. Cada momento: Inesperado e inédito. Enquanto a história segue paralela, ela segue, atravessando sem registro pela história, sem uma virgula sequer. Talvez foi o caminho que passou pela formiga.

“Em Outubro [1967 contra a Guerra do Vietnã], em Washington, 50 mil pessoas marcharam sobre o Departamento de Defesa. Vestidos como vagabundos, risonhos como palhaços, carregavam flores, sugeriam que se fizesse amor e não guerra. Nessa manifestação que o professor americano Allen Matusow chama de “um dos mais significativos acontecimentos da história dos Estados Unidos”, um grupo de hippies tentou fazer levitar o Pentágono. A imensa construção, que abriga os maiores corredores do mundo, não levitou, mas hoje se sabe que por conta daqueles hippies ela sem dúvida saiu do lugar.” (Gaspari, Elio. A roda de Aquarius in: A Ditadura Envergonhada/ São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Página 234.)
Para Wallace Stevens a imaginação é a mente reagindo à pressão da realidade. No entanto, o que chamamos hoje de realidade seria simplesmente a imaginação dos mortos: desta forma, ser realista é outro nome para o conservadorismo. Precisamos da imaginação para inventar novos caminhos, seja para a nossa vida pessoal, seja para a sociedade como um todo.